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07/12/09 - Paralização 

     Polícia Civil do Maranhão anuncia paralisação de 48 horas no dia 9 de dezembro
   
   
    Por Saulo Maclean
   
    A Polícia Civil do Maranhão decidiu, ontem à noite, em assembléia geral, que paralisará suas atividades por 48h, a partir do próximo dia 9 de dezembro. A deliberação da categoria foi acordada em frente ao Plantão Central da Beira Mar, em um ato de repúdio à portaria baixada pelo secretário adjunto de Administração Penitenciária, Carlos James Moreira Silva, que libera a retomada da construção das carceragens nas delegacias de São Luís. Além deste, outro motivo da realização da assembléia foi o não recebimento de presos nos presídios a partir das 18h.
   
    Segundo a classe, se acatada definitivamente, a decisão obrigará os trabalhadores a sofrer desvio de funções, já que também ficarão incumbidos de vigiar os detentos provisórios, tomando para si responsabilidades de um carcereiro. "Essa situação foi extinta em 2008 pela administração Jackson Lago. Pensávamos que seria uma página virada, um problema resolvido, entretanto, estamos retrocedendo, pois quase todos os plantões da capital estão lotados de presos", pontuou o presidente da Associação dos Policiais Civis (Aspcema) do Maranhão, Heleudo Moreira.
   
    Segundo a contabilidade dos representantes da PC do MA, atualmente existem cerca de 22 mulheres enclausuradas no Plantão do Cohatrac; 12 presos na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), na Vila Palmeira; e mais de 16 mulheres alojadas no xadrez do Plantão Central da Reffsa. Para o presidente do Sindicato dos Policias Civis (Sinpol) do Estado do Maranhão, Amon Jessen, a realidade das delegacias faz parte de uma inoperância do Governo do Estado do Maranhão que, até o momento, ainda não aplicou os recursos federais na construção dos presídios do interior.
   
    "Pinheiro, Santa Inês, Bacabal, Imperatriz, Açailândia, Balsas, Zé Doca, Viana. Estes são alguns dos municípios que deveriam, hoje, ter seus presídios próprios, construídos pela governadora Roseana Sarney, mas que até o momento não passaram de processos de licitação. Temos conhecimento de que dos R$ 30 milhões destinados a esse fim, 90% foi liberado pelo Governo federal e 10% do estadual, mas nada foi feito até o momento. Enquanto isso, nós policiais civis somos sujeitos a discutir uma coisa óbvia: policial civil não é carcereiro", reforçou.
   
    A preocupação da categoria se deve ainda ao fato de vários outros distritos policiais da cidade estarem passando por reformas. Segundo os policiais civis, todos os xadrezes, - que antes estavam desativados -, agora estão ganhando nova estrutura para voltar a receber os detentos temporários. "O policial civil que recebe uma arma para vigiar um preso, e que muitas das vezes é submetido a isso por cinco, dez ou quinze anos, perde a sua função investigativa. É por isso que a Polícia Civil do Maranhão está desprezada e sucateada", protestou também o vice-presidente do Sinpol-MA, Arnaldo Colaço.
   
    A assembléia da Polícia Civil contou também com a participação do delegado Jéferson Portela, ex-presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão (Adepol); e do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), Luis Antonio Câmara Pedrosa. Ambos defenderam a posição dos militantes da PC, e se dispuseram a lutar contra o "retrocesso e a ilegalidade, imposta sem diálogo com os representantes da categoria".
   
   
   
   
    Fonte: Jornal Pequeno.
   
   

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